Bitcoin supera o ouro em 25% desde início dos conflitos no Irã
A Bernstein, uma conhecida empresa americana de análise financeira, enviou um comunicado aos seus clientes destacando uma mudança interessante no mercado: o Bitcoin conseguiu superar o ouro nas últimas semanas. Desde o início dos conflitos armados entre os EUA e o Irã, em 28 de fevereiro, essa criptomoeda teve uma valorização de 25% em relação ao metal precioso.
Enquanto o Bitcoin subiu apenas 7,7% contra o dólar, o ouro enfrentou dificuldades e caiu 14% no mesmo período. Isso mostra o impacto que a situação geopolítica pode ter sobre diferentes ativos.
Desafios do Ouro e Benefícios do Bitcoin
O ouro é um ativo tradicional e tem um histórico que remonta a milênios. Mesmo assim, por ser um ativo físico, ele enfrenta dificuldades em termos de liquidez e portabilidade, especialmente em momentos de crise. Vender ou mover grandes quantidades de ouro rapidamente não é uma tarefa simples, o que pode limitar sua eficácia em situações de conflito.
Já as criptomoedas, como o Bitcoin, têm o benefício de operar em um mercado global e interconectado. Para a Bernstein, essa característica é uma das razões pelas quais “o Bitcoin superou o ouro em 25% desde o início do conflito no Irã”. Em um trecho da análise, a empresa afirma:
“As propriedades digitais do Bitcoin, que incluem portabilidade global e resistência à censura, são particularmente valiosas em períodos de turbulência.”
Além disso, a Bernstein pontua que os ativos físicos enfrentam desafios de liquidez, especialmente em tempos difíceis. Eles acreditam que o Bitcoin também vai continuar se destacando, impulsionado pela forte demanda institucional por ETFs (fundos de índice) que, mesmo durante momentos de correção do mercado, mostraram resiliência.
O Potencial do Bitcoin Até o Final do Ano
Com a volatilidade do mercado, a Bernstein também sugere que o Bitcoin pode ter ultrapassado seu ponto mais baixo e está a caminho de fechar o ano cotado em US$ 150.000**, o que dobraria seu valor atual. Essa previsão gerou um burburinho entre os investidores e entusiastas da criptomoeda.
ETFs de Bitcoin em Alta
Outra novidade positiva é que após um período de quedas, os ETFs de Bitcoin estão prestes a encerrar o mês de março com entradas expressivas. Esses fundos são vistos como um indicativo das tendências do mercado. Os ETFs se mostraram um termômetro importante, e a expectativa de fechamento do mês positivo pode ser um sinal de recuperação.
Um exemplo disso é o ETF de Bitcoin do Morgan Stanley, que foi protocolado em janeiro e deve estrear em breve nas bolsas americanas. Eric Balchunas, um analista do setor, compartilhou a notícia em suas redes sociais, destacando que “o anúncio de listagem na NYSE normalmente indica que o lançamento está próximo”.
Essas movimentações no mercado estão mostrando como o Bitcoin está se posicionando de forma sólida, mesmo em tempos de incerteza. Acompanhar esses desenvolvimentos pode ser uma excelente maneira de entender o futuro das criptomoedas.





